domingo, janeiro 14, 2007


-Tchau, Boa noite. Saiu da sala de aula. O piso frio de Pinhol em embaixo de seu tênis e de seus casacos. Branco com cheiro de formol. Coca-cola com açúcar e o cérebro vazio de tanto querer pensar.-Chega! O Ônibus espera a bunda gorda da senhora levantar-se, alavancar-se; suspender-se. Suspenso. A Cabeça,minha cabeça vagueia em algum lugar. Meus pulsos doem. Ele me machucou ontem na lavanderia. Eu nunca faria aquilo. Mas eu lhe quero tão bem...acho isso doença. Estou doente. Minha vagina doe de seus dedos e de sua curiosidade. Ele está inseguro. Não agüento mais ser revistada devorada , de dentro pra fora, de dentro pra fora.
A casa está em desordem. Guardada pelas janelas fechadas numa tarde inteira. O cheiro do tempo tostado no sol de Recife. Aquecido, cozido. Ela abriu as janelas e deu até pra sentir o calor evacuar enquanto a brisa fina entrava. Felipe vê tevê no quarto.-Amor, como foi de trabalho? Ela o olha de beira e responde feliz pelo seu descanso. Nada aconteceu. Nem mais se sentiu inchada por entre ela.

2 comentários:

Persona disse...

Fernanda Young que se cuide...
:~~~~

Anônimo disse...

Obrigado por sua visita.