sábado, outubro 28, 2006


"Aquele mundo pequeno e seu.
.
.
.
.
.
.
.

Tudo a correspondendo. Joga-se na cama, afunda sua cabeça funda no travesseiro macio cheirando a gosto de quem dorme muito. Tentou desligar quem a corresponde. Tapou os ouvidos com a intenção de calar-se."

quinta-feira, outubro 26, 2006

"Sentou-se em uma cadeira de tiras de madeira, que dividia seu glúteo em várias partes e, desconfortável, tentava endireitava-se enquanto forma, ser e Christine. Penetrava em seus cabelos longos , de forma que se compunham, alterando seu formato facial e aquilo que significara.Cravava as unhas na máscara que lhe cobria a face e arrancava os resquícios da noite que sobrava sobre a pele."

sexta-feira, outubro 20, 2006


"O que me domina; meu Deus, que me entrelaço pelos dedos, contendo o descontento; engolindo a agonia. O que é que esmorece meu melindro? O que é que me mata, Toda, nessa plenitude marasmenta???"

terça-feira, outubro 17, 2006

:: enquanto vocês dormem ::

acho que a constância de cutuvelar-me seria isso. Grata sou por SEUS CUTUVELOS, Sei lá, Sei SIM.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Caros, perdi dentro de meus cotovelos a escora deprimente de que me utilizava para criar. Se me demorar, perdão, é que eu, enquanto mulher completa , agora, demorarei a sofrer Christine.

segunda-feira, outubro 02, 2006


"Era um homem de inebriações. Cabia dentro do bolso, era deglutível, viciante. Fazia gosto em cativar afetos; envolvente ao passo de amar em brumas de pleno carnaval.

Leonardo é do tipo de pessoa agradabilíssima, que nos soma à sua vida em pureza, perversa, para mim. Mergulha, afundando-se, feito pedra aos pés, em qualquer realidade que seja espuma; densa e aerosa. Sabia o que fazer, como agir, o que dizer. Um galã submerso na figura desleixada, um poeta funcionário público, de surpreendências alfinetantes ao ego. Preocupava-se, escondido, carregando-me no colo sem me dar conta. Se deliciando em sua pose oculta, anonimamente cotonete. Feito antibiótico; que se sabe e não se vê.

Em toda sua rareficiedade, era adotado por todos e facilitava o amar-te. Era um filho bem quisto e eu acabei me apaixonando por ele.

A primeira vez que troquei alguns milhões de verbos com Leo, pois é impossível restringir-se em meros contatos superficiais com ele, era uma noite minguante e veloz.

Aqueles olhos claros, explodindo nas coincidências, glamoriando certas canções, fazendo uso-fruto de qualquer álcool, e sorrindo. Derramando dentes e perfume, em conversa infindável."
(O Devir de Christine)