sábado, dezembro 29, 2007

Pornografar;
Porno Grafar;
Por, no Grafar;
Por nos Grafar;
Por me Grafar;
Por isso tudo então.
Pornografia poderia ser o deixar de escrever?

sábado, junho 16, 2007


Hoje, agora anoite, lembrei que meu tio guardava as gaiolas dos curiós todas as atardezinhas. Os pregos ficam na cozinha, perto da pia, do microondas, ali em cima na parede. A gente dormia, o curió parava de cantar. O Curió, digo O, porquê apenas esse era o campeão; o curió ouvia a gravação do outro, cantando, e ele cantava melhor, e ele cantava sempre melhor. Meu tio ficava ali, sempre, esperando o céu descer e dar a hora de. Eu faiscava, em segredo, olhando de beira, meu amor de pai. Era essa hora, mas não em mim e não aqui, na casa dela. Ela não sabe nunca o que se passa no vagaroso surpreender-se de sua casa. A mesmice entediada sempre fazia-lhe questão de tirar-lhe a vontade de comer. O pai sempre no mesmo lugar que lhe convinha, depois de trabalho, com a mesma roupa de dormir, na mesma forma adorna, redonda, singular Ela desligava a cabeça, era engraçado, convinha à ela apagar os pensamentos, de uma forma que nem Mahatma Gandhi entenderia...O pai não chegava a ser a caricatura animal das tardes de domingo, feito qualquer americano imbecil. Ele se fazia de crítico, decorava algumas palavras, apertava o ultimo botão da sua camisa azul e dizia sempre: A culpa é da falta de dinâmica. É onulante quê! Odeodete repetia o final das frases de seu marido sempre. Achava Christine a menina mais inteligente, e todos, que viessem com palavras surpreendentemente seguras e tenazes poderiam ser sábios dignos de resplandecência.


terça-feira, maio 29, 2007

Duas mulheres, questionáveis ao modo de andar e agir, roubam seus ombros e uma garrafa cai ao chão. Christine sente aí seu corpo espatifar no asfalto junto aos cacos doces de qualquer bebida; já não havia motivos para avaliar em que se banhar, estava impregnada , somava-se ao que lhe corria nas veias.

sexta-feira, maio 04, 2007

"Aquele AMOR há de partir no estandarte,
Há de vingar o alarde dessa explosão.
Fuga em prol,
Fomentos findam então.
Quisera eu
Ter sido mais valente
Que os nossos planos nossos
."
(T.A.)

quinta-feira, abril 05, 2007








Aquele frescor que acumula dentro do pescoço e abanda às pontas dos dedos. Naquele amarelo molhado, que fica no céu quando já não há azul que firme. O mar salivava Christine como um grande copo de suco .




A cidade transfigurou ,


abandonando-os.

quinta-feira, março 01, 2007

Disseram-me que há a urgência em sermos mais nus e menos despidos.
Disseram-me também que eu sou demais aquilo que não devo ser quando escrevo..parei pra pensar no que perpetuo...Milan Kundera definha a 3 semanas em minha estante porque me faz mal. Hei de ter mais Leveza...Devo ser menos rude com os fracos de entranhas..
Assim, pausa para balanço.

domingo, janeiro 21, 2007

"Aquelas infinitudes do instante explícitas no horizontal da terra deixam as coisas tão inconstantes; aflitas, sem ter onde palpar. Aquele sentimento feliz, de querer se entregar a qualquer divindade. Mais uma vez, sem ter certezas, e grata com isso. Christine não é do tipo Carpe Dien de menina, sustenta-se na felicidade prolongada; calcula a vida, mas resplandece no sabor das pequenisses encafeinada do cotidiano. Não ousa, em ações grandiosas, construtivas ou desconcertantes, apenas faz osmose de bonitas molduras. Absorve a respiração de terceiros, compondo-se assim. "