
"Jaz que nos debatemos ao som das orquestras e seus trompetes ridículos, tentando por em métricas aquilo que nos toma.
Nós, Homens, afogados em nosso orgulho cortejante, todos iscas de nós mesmos, patéticos, nos agarrado às miúdisses mundanas.
Não há como encaixotar, na clausura de nossos neurônios, o que é além de nossos dedos.
Levá-los, de fato, ao que corre em veias, torna-se suicídio.
Valei-nos conviver com tal agonia, onde entra em jogo nossa própria existência e as posturas enquanto Ser que pensa e extrapola.
Somar tensões é viver os fatos, mas transpô-las em emoções cortantes é usufruir autofagias, pouco carnais. Lamber o sumo que nos resta.
Acabo, assim, rarefeita, mais uma vez, sendo levada pela maré morta de mais uma tarde Azul.
Obs: O “morta”, de maré, não faz formar nada adverso às respirações ofegantes de meu sentir pateticamente amável. Quero que saiba, que a maré, enquanto morta, é morna e plácida, feito colo afável de quem se quer bem."

Um comentário:
Toda muito bonita, essa postagem e essa vida.
Na verdade, ambas foram vistas a tempos, mas só agora tenho como contemplá-las...
bejosss
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