
"Estava emassificada de tudo aquilo que era e tudo que carregava. Lembrou dos homens que andam pelas avenidas, maltrapilhos, com suas carroças aos ombros; lotados de entulhos e restolhos. Dejetos de pessoas envernizadas, que arrotam e soltam pum pelas galerias. Deu um salto e firmou os joelhos no colchão fofo. Queria voltar seu corpo em deitar. - Tenho que tomar banho Christine! Vamos menina! Você está grotesca e tem um homem no meio de suas pernas. Tem resto de porra dentro de você!- Gostou de falar Porra; enche-se a boca enodoada no espirro engasgado de zilhões de espermatozóides. Miniaturas esquizofrênicas na infeliz idéia de viver e desfrutar batata frita.- Porra! É tão bom pronunciá-la, não largamos seu visco nem enquanto escovamos dentes. Ai que Porra! Que Porra é esta? A festa estava boa que só a Porra! Ta com a Porra! – Aforante aquilo que carregava dentre as pernas. Resto de um homem, feito um carroceiro de rua, imundo. Resto de Porra. Levantou-se. "
(Christine)

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